sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Some might say we will find a brighter day .

    Hoje deparei-me com uma notícia, certamente alguns de vocês também, acerca do eterno problema acerca da atribuição das Bolsas de Estudo: 'Em dois meses mais de seis mil estudantes já desistiram do superior". Como quase tudo no nosso país, este é mais um dos apoios em que até o mais básico "chico esperto", desde que reúna certas condições (priveligiadas), consegue beneficiar. Contrariamente, muitos dos que realmente precisam acabam por sentir-se injustiçados. E com razão.
    Por aí, culpam-se os "filhos da mãe", cito,  que auferem de bolsas de estudo de valor elevado quando, ao que tudo indica (seja pelo automóvel de alta cilindrada, pelas roupas caríssimas, pelos "pais empresários" e afins, embora sendo tudo algo relativo, cada caso é um caso), não seria uma ajuda de que precisassem mesmo, não estando em causa a sua permanência ou desistência do Ensino Superior. com base no pagamento das propinas. Por outro lado, diz-se - e creio que erradamente - que à custa desses, muitos acabam por não receber bolsa (o cálculo de x não interfere no cálculo de y, logo parece-me um argumento algo infundado).
    Ora, eu prefiro culpar os membros que elaboram os critérios, que tentam tapar o sol com a peneira ao fazer acrescentos, aos documentos necessários, de pseudo-declarações de honra, enquanto continua a permitir que os ganhos com sociedades não entrem para efeito de cálculo. Já nem se trata de uma questão de "fuga" ou afins, mas sim de cálculo.
    
   ... Enquanto isto, cada vez mais serão aqueles que se sentirão forçados a abandonar o ano lectivo, deixando mesmo de estudar ou congelando a matrícula porque simplesmente não têm como contornar a situação. E, a ver vamos, se as bolsas este ano também não demorarão a chegar e, quando chegarem, já estão muitos alunos com contas até ao pescoço, por muito boa vontade que os senhorios - e por que há sempre quem compreenda a situação - eventualmente tenham em permitir o adiamento do respectivo pagamento.
   Resta-me deixar aqui isto, numa espécie de "wake up call": já que é impensável recorrer à consciência de todos os que se candidatam sabendo que "tanto lhes faz se recebem ou não", uma vez que têm legitimidade para tal... Talvez fosse necessária mais uma mudança. Mas uma mudança a sério, e não um embelezamento da situação, dando a entender que se está atento às injustiças que todos sabemos que existem.
    E para quem se vê em dificuldade... Uma mensagem de força, de persistência, um não desistir à 1ª pedra. E fiquem sabendo que, ainda que haja quem perde bolsa em virtude de não ter atingido o nr de créditos (ECTS) suficientes... Nada como se dirigirem aos Serviços de Acção Social da vossa Universidade/Faculdade, que vários são os casos que conheço em que foram atendidos e tiveram, novamente, direito a bolsa de estudo, visto que sem ela a única solução seria o congelamento da matrícula.


... Cuz some might say we will find a brighter day!


+ info.: aqui

1 comentário:

  1. É verdade é uma realidade muito feia! Conheço casos de pessoas com bolsa, que têm posses, só que como os pais têm negocio próprio não declaram metade do que ganham e por isso quem dá as bolsas acaba por ser enganado...É uma vergonha e devia haver um método mais rigoroso de escolha para estas coisas não acontecerem...

    Beijinho*

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